terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Vício justificado

Em meados do século XVII, período das grandes revoluções científicas, a população européia foi surpreendida com a descoberta de uma planta denominada Kaveh Kanes. Proveniente do Oriente Médio, a novidade adentrou por Veneza e, aos poucos, foi ganhando espaço no continente. Da torra do fruto - um grão rico em potássio, ferro, zinco e magnésio – uma bebida deliciava os presentes das antigas reuniões religiosas. Mas o sucesso foi tanto, que o líquido negro tornou-se indispensável em locais para conversas, debates, política e negócios. Logo, o café transformou-se sinônimo de cultura e aprendizado.

Apesar do rápido consentimento por parte do povo, o fluído foi, inicialmente, rejeitado pelos líderes católicos. Isso, por ser oriundo de mulçumanos – para ecumênicos, considerados infiéis - e pela cor, representando um sinal do diabo.

Foi preciso um século para que o papa Clemente VIII, Ippolito Aldobrandini, batizasse e abençoasse a bebida. Além disso, o pontífice determinou que o café deveria ser “puro como um anjo e doce como o amor”(http://cafeesaude.com.br).

Em Londres, o líquido tomou o lugar de muitas bebidas como cervejas escuras, hidromel com álcool, licores, menta, conhaque, vinhos e whisky, contribuindo, assim, com a saúde dos britânicos.

Também os jovens colaboraram para a ascensão do café. As tabernas, até então freqüentadas, foram substituídas pelas butiques, que esbanjavam elegância e eram "bem vistas".

Durante muito tempo, a planta que sustentou a economia do país ao final do século XIX, foi desaconselhada por médicos e especialistas, pois alegavam ser prejudicial à saúde.Todavia, nos últimos 20 anos, o café vem perdendo a fama de vilão. Em 2007, liderou as publicações positivas na área medicinal.

Após a realização de 19 mil testes, o cientista Tomas De Paulis constatou que, muito antes de prejudicar o bem estar, o café pode prevenir e ajudar no combate à doenças como depressão, alcoolismo, Mal de Parkinson e diabetes do tipo 2. Quem diria, tão criticada, a bebida é, novamente, reverenciada. Agradecem os que sempre acreditaram na boa e companheira xícara de café. Até mesmo quem não gosta, há de admitir que cheiro igual não existe. O aroma forte e reconhecido à distância, deve-se aos compostos formados durante a torra. Esses conseguem ser mais voláteis que as flores, que os perfumes e que os vinhos, tornando-o irresistível.

Aproveitem enquanto o café está no auge das pesquisas e enquanto seus benefícios são aprovados, pelo menos, até que venham novas descobertas e ele seja descartado. Aproveitem antes que ele volte a ser o vilão da história.

3 comentários:

Luana Fuentefria disse...

Minha mãe já dizia: "o limite entre o remédio e o veneno tá na dose".

ai ai... tu não tem jeito mesmo...

Carolina Tavaniello disse...

Aninha, to contigo! Café é muito bom! Eu não sabia desses benefícios. Vai ver é porque só sinto dor de estômago quando tomo demais ¬¬
Mas mesmo assim, café é vida! Ainda mais para jornalistas!
Beijo

Liza Mello disse...

petróleo, coca-cola e café!

água negra é tudo de bom!

a não ser qdo a dose é demais.. né dona ana? hehehe