domingo, 6 de dezembro de 2009

...

Olhou para o lado. A janela, aberta, instigava o desejo de sair. As grades, no entanto, lembravam que não lhe era possível. Quis gritar. Sumir. Sair. Uma lágrima tocou-lhe a boca. Os olhos se abriram novamente. Um suspiro fundo, um sorriso forçado. Deitou no chão e deixou que a noite invadisse os sonhos. Logo, o dia chegaria mais uma vez e da noite lhe restaria apenas a sensação que os sonhos lhe deixaram. A doce ilusão da liberdade que lhe falta.

Do mundo, pouco sabe ou conhece. Da vida... ainda não pode afirmar com certeza. As certezas só o tempo confirmará. E, quando as grades da janela eferrujadas estiverem, então cairão, com um simples sopro do vento. Mas, de tanto sonhar deitada ao chão, esquecerá que o tempo passou e que tudo mudou.
Ora, justo quando conesguiu livrar-se!


1 comentários:

Miile disse...

Esses Comentários são tão bacanas que cada vez que leio, sinto mais vontade de subir na viida.