sábado, 1 de agosto de 2009

Está ficando sério... será?

Queria ter ido ao cinema hoje, mas optei seguir o conselho de minha mãe: Não vai. Pode ser perigoso. Em tempos de pandemia, qualquer lugar fechado com um número significativo de pessoas dentro facilita o contágio. Não que estejamos nós frente à tal situação, mas, prevenir não custa tanto, ou custa? Talvez não tenha ido mesmo pelo fato de, caso aconteça algo, não tnha que ouvir o famoso: eu te avisei.

Sei que ainda não estamos a ponto de não podermos mais sair de casa. Mas afinal, o negócio parece estar ficando sério... Em maio deste ano, uma pesquisa feita pelo Imperial College de Londres sugeriu que um terço da população mundial poderá ser infectado pelo vírus H1N1. Isso não significa que todos os contaminados irão morrer da tal gripe suína, até porque, assim como a propagação avança, as pesquisas seguem em busca da cura, ou de tratamentos que amenizam. Ninguém vai morrer da doença como consequência direta; acontece que ela baixa a imunidade e deixa a pessoa vulnerável a outros males de intensidade maior.

Minha preocupação momentânea são as medidas a serem tomadas pelo governo. E se decidirem fechar tudo? E se for proibido frequentar lugares fechados? E quem trabalha em estabelecimentos assim, vai receber para ficar em casa?

No Brasil, ainda não foi decretado estado de emergência, mas devemos nos preocupar? Para conter o avanço do vírus no México, foi preciso que as autoridades impedissem as pessoas de saírem de suas casas; medida esta que também foi utilizada em 1918 quando a Espanha passou por pandemia semelhante, casualmente advinda de um vírus H1N1.

Há quem possa afirmar que com a internet podemos estar conectados com o mundo sem sair de casa. Concordo e confesso que sou uma dessas, assim, bem chegadas na net, mas nada como dar uma volta com os amigos, tomar um chimas no final de semana, sair para dançar,conversar... realmente sentir a pessoa do teu lado. Ah, não troco isso pelos fios, cabos e aparelhos portáteis. Eles (pessoas, amigos) vieram primeiro. Sim, leve desabafo receoso do que está por vir. Será que chegaremos a tanto?

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